10 filmes que só não são pornôs porque viraram cult

Azul É a Cor Mais Quente

Em 2013, Abdellatif Kechiche lançou “Azul É a Cor Mais Quente”, que traz uma cena de 15 minutos de sexo lésbico entre Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. O filme causou um burburinho em Cannes pelo momento erótico, mas levou a Palma de Ouro por contar de forma impecável uma história de amor. Ainda assim, ele é mais lembrados pelas cenas quentes.

Emmanuelle

Considerado um dos primeiros filmes eróticos a chegar aos cinemas, Emmanuelle foi lançado em 1974 e traz uma esposa entediada que se aventura em relacionamentos durante uma viagem para a Ásia. O projeto traz cenas de sexo explícito e muita nudez, o que deixou a França em pavor e chegou a ser banido por seis meses. A saga ganhou fama no Brasil pelas sequências exibidas no Cine Brand Privé.

Ninfomaníaca

O polêmico Lars Von Trier cria duas partes de uma história de luxúria. Entre a pornografia e a arte, o filme contém cenas de sexo (de todo os tipos e formas) reais em que foram usados dublês de corpo para o elenco formado por Shia LaBeouf, Christian Slater, Uma Thurman e Charlotte Gainsbourg. Os cartazes do filme também já são sensuais, com os atores e atrizes tendo orgasmos.

Calígula

O diretor foi Bob Guccione, fundador da revista masculina Penthouse. Ou seja, Calígula não poupou em nudez e muitas (mas muitas!) orgias. Há cenas explícitas de sexo oral e ejaculações, por isso conseguiu irritar organizações e quase não foi exibido nos Estados Unidos. Na época, os produtores citaram que o ambiente “conservador” do país na era Ronald Reagan foi o culpado pela repercussão.

Love

Que tal ver um filme erótico em 3D? Gaspar Noé fez isso. Love foi lançado em Cannes em 2015, e o cineasta argentino explicou que “não fizemos nada perverso”. A história mostra um estudante de cinema que mora em Paris e as aventuras picantes com a namorada. A câmera mostra de perto os momentos íntimos dos jovens, colocando o expectador como um voyeur do relacionamento entre o casal.

De Olhos Bem Fechados

Um ritual sexual planejado por um grupo de ricacos é retratado neste filme de Stanley Kubrick, lançado em 1999. O filme ganhou status de cult principalmente por ser o último longa do cineasta, mas guarda momentos sensuais e gráficos de sexo, além de fantasias eróticas de Nicole Kidman.

Mektoub, My Love: Intermezzo

Abdellatif Kechiche escandalizou Cannes neste ano. O diretor mostrou uma longa cena, de aproximadamente 15 minutos, em que um homem faz sexo oral em uma mulher, em um banheiro de boate. O filme chocou parte dos espectadores pela crueza e pelo excesso de duração da cena, além de críticas, sobretudo de mulheres, que consideraram a obra sexista pela objetificação do corpo feminino.

Brown Bunny

O diretor Vincent Gallo estrela o filme, que traz nada menos que uma cena real de sexo oral no protagonista — ou seja, no próprio diretor! O filme experimental ficou marcado pelo momento, mas até a atriz Chloë Sevigny defende a necessidade do momento chocante, explicando que é um filme de arte, que só critica quem nunca viu o projeto e que “deveria ser exposto em museus”.

O Império dos Sentidos

Um controverso thriller erótico tendo como pano de fundo o Japão da década de 1930. A trama conta a história de um ex-prostituta que trabalha como camareira em um hotel. Nagisa Oshima foi o diretor e registrou cenas não simuladas de sexo e outras um tanto bizarras — como colocar um ovo na vagina de uma mulher. O filme foi banido em alguns estados norte-americanos e países europeus.

Os Idiotas

Terminando com Lars von Trier. Claro que cenas de sexo explítico estão no filme, novamente usando atores e atrizes pornôs para que nada seja simulado. O filme acabou sendo editado para entrar em certos mercados — principalmente os trechos de nudes (que não eram poucos). Os Idiotas é considerado o segundo projeto do movimento chamado Dogma 95, uma ideia de cinema mais realista e menos comercial.

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