Curiosidades de Jackson do Pandeiro

 Seu nome artístico nasceu de um apelido que ele mesmo se dava: Jack, inspirado em um mocinho de filmes de faroeste, Jack Perry. A transformação para Jackson foi uma sugestão de um diretor de programa de rádio. Dizia que ficaria mais sonoro e causaria mais efeito quando fosse ser anunciado.

 Antes dos 07 anos completos, inicia-se na percussão, substituindo o zabumbeiro que acompanhava sua mãe nas apresentações. Com 10 anos, vai substituir de vez o zabumbeiro.

1938 1938 – Inicia-se o conturbado relacionamento com Maria da Penha;

1939 – Zé Jack já se destaca como pandeirista, passando a ser conhecido como Jack do Pandeiro. – Passa a encenar o pastoril profano do bairro de Zé Pinheiro, ficando conhecido como palhaço Parafuso. – Com Zé Lacerda, forma a primeira versão da dupla humorística Café com Leite, que chegou a fazer temporada na pensão de Carminha Vilar. – Freqüenta o Cassino Eldorado, tomando contato com ritmos diversificados (blues, jazz, chorinho, maxixe, rumba, tango, samba etc), chegando a integrar a orquestra exclusiva do cabaré, comandada pelo irmão de Capiba.

1930/31 – Com a morte do pai provavelmente no final de 1930 e num momento de extrema dificuldade financeira, a família muda-se (a pé) para Campina Grande, onde nasce o quarto filho de Dona Flora, Geraldo, filho de Zé Piroca. Geraldo consta em seus documentos como filho de José Gomes e é chamado de Cícero (em homenagem ao Padre Cícero do Juazeiro do Norte).Jackson foi trabalhar como ajudante de padeiro na Padaria São Joaquim.

1936/37 – Nessa fase, Zé Jack torna-se assíduo freqüentador da região da Madchúria, zona de baixo meretrício de Campina Grande, colecionando amigos como Geraldo Corrêa, Paizinho, Vicente, Zé Lacerda e Abdias (violonista e tocador de banjo) e já tocando pandeir

1949 – Começa a ser alvo de matérias jornalísticas, que já o classificavam como “homem-orquestra”. No Natal desse ano, ganha cada vez mais espaço, com reportagem de quatro colunas do Jornal do Commercio, em local nobre, já sendo chamado de “maior cantor de sambas ritmados do norte do país”. – Conhece o recifense Edgar Ferreira num dos terreiros de candomblé que freqüentava. Março/1949 – presencia, pela primeira vez, a performance do Rei do iaôão, Luiz Gonzaga, que veio a Recife patrocinado pela Aguardente Chica Boa.

1942 – Foi goleiro do Central de Campina Grande por um tempo.

1944 – Por conta de um entrevero com soldados em plena Segunda Guerra Mundial, Jackson se muda para João Pessoa. – É contratado para integrar a Rádio Tabajara por Cr$ 85,00 (oitenta e cinco cruzeiros).

1945 – Tem contato com o universo das estações de rádio, admirando o frevo e as emboladas de Manezinho Araújo, acompanhando Benigno Carvalho.

1946 – Houve fase em que saía todas as tardes dos ensaios da rádio para visitar sua mãe no hospital. 14/agosto/1946 – falece, em casa, na rua da Gameleira, Flora Mourão. – Jack do Pandeiro é um astro em escalada, mesclando as emboladas de Manezinho Araújo, os sambas de Jorge Veiga, os cocos de Flora e o caldo de repentistas campinenses. – A convite do maestro pernambucano Nozinho, passa a integrar a Jazz Tabajara.

 Jackson, que fez grande sucesso nos anos 1950, a partir de 1953, quando morava no Recife e lançou o 78 rpm com Forró em Limoeiro e Sebastiana,fez sucesso também nos últimos anos de vida, alavancado por Pixinguinha. Atualmente, sua obra vem ganhando cada vez mais reconhecimento. Em 2009, o compositor recebeu diversas homenagens, como tributos nas festas de São João, apresentações no Sesc, na casa Canto da Ema (São Paulo) pelo pernambucano Silvério Pessoa e um show na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, em João Pessoa, com participação de 11 músicos e a presença da viúva de Jackson, Neuza Flores.

03/julho/1948 – participa, como pandeirista da Jazz Paraguary, da inauguração da Rádio Jornal do Commercio no Recife. Na Jornal do Commercio, é apadrinhado pelo locutor-chefe Ernani Séve, que se apercebe da voz metalizada e nova de Jack do Pandeiro, sob a resistência do diretor artístico Dr. Theophilo. Foi Ernani Séve que o rebatizou como Jackson do Pandeiro. Neste ano, apresenta-se em seu primeiro programa de Rádio, apresentado por Séve o “Clube da Colher”, cantando gêneros nordestinos.

1956 – Estréia o filme “Tira a mão daí”, da Flama Filmes, Unida Filmes e Cinedistri, sob a direção de Ruy Costa. Primeiro dos nove dos quais participa ao longo da carreira.

1957 – Forma o conjunto composto pelo alagoano Raimundinho na sanfona, Cícero na zabumba, Tinda no triângulo e Loza nas maracás. – Lança o 78 rpm com Mão na Toca, a primeira que traz o nome de Jackson do Pandeiro como compositor. – Depois das festas de Momo, lança Xote de Copacabana e Cabo Tenório – Sai seu terceiro LP pela Copacabana, Os Donos do Ritmo. Das oito faixas incluídas, apenas o batuque Tarimá é primeira gravação. As demais gravações são as mesmas dos 78 rpm’s: O Canto da Ema, Pai Orixá, Coco do Improviso, Cabo Tenório, Coco Social, Boi Tungão e 4 x 1.

1956 – Lança seu segundo Long Play, reunindo gravações dos 78 rpm’s já lançados, com as músicas Moxotó, 17 na Corrente, Coco do Norte, Êta Baião, Falso Toureiro, Rosa, Ele disse e No Quebradinho. – Me dá um Cheirinho faz sucesso no Rio, mas estoura mesmo é no Recife.

1955- Estréia, na TV Tupi, o programa comandado por Jackson e Almira, intitulado “No Forró do Jackson”, com performance artística em muito superior a dos demais artistas trazidos do rádio para a TV. – É contratado pela Rádio Nacional. A partir de então, Jackson do Pandeiro começa a influenciar o rumo da música nordestina, freqüentando assim como Luiz Gonzaga, o eixo central da indústria cultural do país, como um dos mestres da Música Brasileira.

30/outubro/1954 – casa-se com Almira Castilho.

12/fevereiro/1955 – Jackson, que se apresentava com Almira, no Recife, no bairro da Tamarineira, é espancado, após reagir a uma passada de mão de um dos presentes nas pernas de Almira, em covarde episódio, mudando-se, em definitivo, para o Rio de Janeiro.

24/abril/1954 – apresenta-se no programa de maior audiência, o de César de Alencar e em vários outros. – Do Rio, vai se apresentar em São Paulo e Minas Gerais. – Os planos de passar alguns dias transforma-se em quase três meses. – Começam as pressões da Rádio Jornal do Commercio para que voltem a Recife.

1954 02/fevereiro/1954 – Assina contrato com a Copacabana, por meio de Ganival Macedo, para gravar cinco 78 rpm’s. Todas as músicas são gravadas nos estúdios da Rádio Jornal do Commercio; oito delas com arranjos do sanfoneiro Gaúcho e duas do Maestro Clóvis Pereira. Grava Forró em Limoeiro, 1 x 1, 17 na Corrente, todas de Edgar Ferreira, os cocos Sebastiana e Boi Brabo, de Rosil Cavalcanti e Mulher do Aníbal, de Genival Macedo e Nestor de Paula, o baião Êta Baião, de Marçal Araújo, o batuque O Galo Cantou, de Edgar Moraes, o frevo Micróbio do Frevo, de Genival Macedo e o samba Vou Gargalhar, de Edgar Ferreira. As gravações duram cerca de um mês.

1953 – Inicia o romance com Almira, que o alfabetiza e iria se responsabilizar pelos negócios, orientação artística, agenda, contratos com a imprensa, guarda-roupa. Jackson e Almira formavam a dupla perfeita. Desde o início se preocupavam com o visual e com as performances de palco. Ela, sensual com um belo par de pernas e jogo de cintura e ele, com toda musicalidade, explosão de ritmos e uma forma de cantar única e especial.

Outubro/novembro/1953 – lança seu primeiro disco 78 rpm, pela Copacabana, gravando no lado A “Forró em Limoeiro” e no lado B “Sebastiana”.

Abril/1953 – Conhece pessoalmente Luiz Gonzaga, que o convida para morar no Rio de Janeiro e gravar na RCA, sob seu patronato. Recusa, sob o pretexto de que ainda não se sentia preparado.

1950 a 1952 – Jackson se mantém no gosto do povo, na Rádio, cantando exclusivamente samba. Em Recife, intensifica a amizade com o paraibano Genival Macedo, representante da Copacabana para o Norte-Nordeste.

1953 Janeiro de 1953 – canta o coco Sebastiana na Revista Carnavalesca “A Pisada é Essa”. O sucesso do número é tamanho que o faz repetir o número durante cerca de 27 semanas, fazendo dupla com Luiza de Oliveira, mãe das Três Marias. Sebastiana foi a música do carnaval de 1953. – Após o estrondoso sucesso, de imediato, estréia a revista “A, E, I, O, U Ypsilone…”, com Almira no lugar de Luíza de Oliveira. – Nessa época, conhece o alagoano Hermeto Pascoal, que começava na Rádio, substituindo Jackson como baterista na Jazz Paraguary.

16/Junho/1953 – assina com a Jornal do Commercio contrato de trabalho, na condição de cantor e pandeirista, com salário de Cr$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos cruzeiros) por mês. Outubro/novembro/1953 – lança seu primeiro disco 78 rpm, pela Copacabana, gravando no lado A “Forró em Limoeiro” e no lado B “Sebastiana”. – Inicia o romance com Almira, que o alfabetiza e iria se responsabilizar pelos negócios, orientação artística, agenda, contratos com a imprensa, guarda-roupa. Jackson e Almira formavam a dupla perfeita. Desde o início se preocupavam com o visual e com as performances de palco. Ela, sensual com um belo par de pernas e jogo de cintura e ele, com toda musicalidade, explosão de ritmos e uma forma de cantar única e especial.

Além do Memorial ao artista, Alagoa Grande também ostenta um gigantesco pórtico em forma de pandeiro, instalado na entrada da cidade, circundado por uma placa com os dizeres: “Alagoa Grande – Terra de Jackson do Pandeiro”.

Costumo sempre dizer que o Gonzagão é o Pelé da música e o Jackson, o Garrincha.” — Alceu Valença

Jackson do Pandeiro e Rosil Cavalcanti formavam a dupla “Café com Leite” As semelhanças não são poucas. Nasceram em regiões dominadas pela cultura da cana-de-açúcar e pela colonização negra. Quando adultos, foram casados, mas não tiveram filhos. E as coincidências não se restringem à vida. Em anos diferentes, morreram de infarto no mesmo dia e mês. Rosil Cavalcanti (1915 – 1968) e Jackson do Pandeiro (1919 – 1982) tiveram uma relação que muito além de ‘Sebastiana’. Muito antes de ser proclamado o rei do ritmo, Jackson já convivia com o talento musical de Rosil.

Quando a dupla se desfez, Jackson levou debaixo do braço várias músicas de Rosil. Uma delas seria o grande destaque do carnaval de 1953. Era o coco ‘Sebastiana’, que foi originalmente lançado em um disco pelo selo Copacabana e posteriormente regravado por Gal Costa. Por sua vez, Rosil ganhou destaque dez anos depois com o programa ‘Forró de Zé Lagoa’, que teve grande repercussão em Campina Grande.

1958 – Lança os dois primeiros 78 rpm’s pela Colúmbia: Tum, Tum, Tum e Pacífico Pacato e Boa Noite e Nortista Quatrocentão. – Filma com Almira “Minha Sogra é da Polícia”, interpretando o soldado “biriba” e “Batedor de Carteira”. – Conhece o pernambucano Bezerra da Silva, de quem vira parceiro de uma safra de 10 músicas.

1959 – Lança Lágrima, sucesso em 1960 e emplaca o Baião do Bambolê, no filme “Aí vem alegria”, sob a direção de Cajado Filho. – participa, junto com Almira, do filme “Cala a Boca, Etelvina”. – grava “Chiclete com Banana”, em parceria com o baiano Gordurinha. – A Copacabana lança o histórico “Jackson do Pandeiro: Sua majestade o Rei do Ritmo”.

1960 – Na Philips, é lançado seu primeiro LP apenas com músicas inéditas: Jackson do Pandeiro: Cantando de Norte a Sul. – Junto com Almira, participa de dois filmes: Viúvo Alegre, interpretando Minha Marcação e Pequeno por fora, sob a direção de Aloisio T. de Carvalho.

1961 – Emplaca O Velho Gagá no Carnaval de ’61. – Integra o elenco de “Bom Mesmo é Carnaval”, de Herbert Richers e Fanre Filmes, cantando “Vou ter um Troço”. – “Vou ter um troço” foi aplaudida pelo Maracanazinho lotado no festival “Europa 1”. – Lança Ritmo… melodia e personalidade de Jackson do Pandeiro, com destaque para Rojão de Brasília (Jackson do Pandeiro – João do Vale), A mulher que virou homem (Jackson do Pandeiro – Elias Soares) e Carta para o norte (Rosil Cavalcanti). – Lança Mais Ritmo, com destaque para Xexéu de Bananeira (Jackson do Pandeiro) e Passe na Lapa (Nivaldo Lima / Jackson do Pandeiro).

1963 – Sai o LP “Caminho da Roça”, com Jakcson, Almira e Zé Calixto.

1964 31/março/1964 – É procurado por Genival Lacerda, recém chegado no Rio. – Casa-se no civil com Almira;

1967 – Separa-se de Almira e conhece Neusa Flores dos Anjos. – Sai seu último disco com Almira: Braza do Norte, pela Cantagalo, destacando-se Ralabucho (Florisval Ferreira / José César Fontes) e Verdadeiro Amor (Bezerra da Silva). – É lançado o LP É Sucesso, sobressaindo-se O Pai da Gabriela (Elino Julião / José Jesus) e Iê-iê-iê no Cariri (Ricardo Lima Tavares “maruim”).

14/janeiro/1968 – sofre grave acidente automobilístico na Avenida Brás de Pina, nas proximidades da Penha, no Rio. Quebra os dois braços, tendo sido cuidado por Neusa.

1967 e 1968 são os anos mais amargos de sua carreira e de sua vida, com problemas de saúde e sem o sucesso de antes, o que refletiu evidentemente em suas finanças.

1969 – A Philips lança o disco O Fino da Roça. – Gal Costa grava Sebastiana pela Polygram – Lança Aqui Tô Eu, pressentindo que novos tempos virão e que os jovens artistas começam a apontar a importância de sua obra. A capa do disco é inspirado no disco Abbey Road, dos Beatles. Dentre as músicas, destacam-se Pombo-correio (Serafim Adriano / Ivani), Xodó de Motorista (Elino Julião / Dilson Dória) e ainda regravações de Chiclete Com Banana (Gordurinha / Almira Castilho), Mulher do Aníbal (Nestor de Paula / Genival Macedo) e Sebastiana (Rosil Cavalcanti).

1971 – Abdias consegue trazer Jackson para a CBS, passando a ser o principal artista nordestino da gravadora. – Grava na CBS para a quinta edição da série Pau de Sebo, sob a produção do baiano Raul Seixas. – Na CBS, batiza oficialmente seu grupo de conjunto Borborema. – Primeiro LP pela CBS, O Dono do Forró, com destaque para Morena Bela (Onildo Almeida/Juarez Santiago), Forró Em Campina (Jackson do Pandeiro) e Balanço de Maria (Buco do Pandeiro / Geraldo Gomes).

1972 – lança o LP Sina de Cigarra, com destaque para Eu e Dona Maria (Marco Antônio), Catirina (Jararaca), Nem Vem Que Não Tem (José Orlando), O Puxa-saco (Zé Catraca), Feito de Manteiga (Ivo Marins / Jackson do Pandeiro), Sina de Cigarra (Jackson do Pandeiro / Delmiro Ramos) e Chico Chora (Bezerra da Silva / Ataylor de Souza / Paulo Filho). – Gilberto Gil grava “Chiclete com Banana” e “O Canto da Ema” no disco Expresso 2222. – Em entrevista ao Jornal O Globo, no caderno Cultural, agradece aos novos artistas, que reconhecem a importância de sua obra – É convidado para defender “Papagaio do Futuro” no VII Festival Internacional da Canção, realizado pela TV Globo, cantando ao lado de Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Conjunto Borborema (com Bezerra da Silva na zabumba). – Estréia, junto com João do Vale e Carmem Costa, o show “Chicletes com Banana”, no Teatro Opinião. – O radialista Adelzon Alves convida-o para dividir consigo o horário das quartas-feiras, voltado ao forró na Rádio Globo. – Incentiva a criação do grupo “Três do Nordeste”, intercedendo junto a Abdias para gravarem na CBS.

1962 Lança “Como Tem Zé na Paraíba” (Manezinho Araújo/ Catulo de Paula) e “Na Base da Chinela” (Jackson do Pandeiro / Rosil Cavalcanti) pela Philips.

Nos meses juninos e momescos, Jackson e Almira chegavam a se apresentar em até 12 programas de Rádio.

Ganha de Paulo Gracindo o apelido de “Alegria da Casa”, que intitula um dos seus LP’s de ’62. O Outro LP “É Batucada”, ressalta o lado sambista de Jackson.

Grava aquele que seria seu último filme “Rio à Noite – Capital do Samba”, sob a direção de Aloísio T. Carvalho.

Lança vários sucessos: Samba do Ziriguidum, Lei da Compensação, Mané Gardino, Lamento Cego, Forró em Surubim, Cantiga do Sapo, Tum, Tum, Tum, quadro negro, forró na gafieira, casaca de couro, jacaré bebeu, Maria do Angá e Sonata no Frevo.

1976 – Sai o LP Mutirão, pela Chantecler, repetindo o formato da Tuba da Muié, com Jackson interpretando apenas algumas das músicas.

20/setembro/1976 – Jackson e Gilberto Gil se apresentam juntos no palco do Teatro Carlos Gil. – Apresenta-se com Alceu Valença no Projeto Seis e Meia, no Teatro João Caetano. – No Canecão, junto a Emílio Santiago, Dóris Monteiro e Alcione, participa do “Nove e Meia”, produzido por Sérgio Cabral e Ronaldo Bôscoli.

Outubro de 1976 o Banco do Brasil comemorou a inauguração da agência número mil – em Macapá – com uma série de eventos, dentre os quais o lançamento do LP O Dinheiro na MPB, com produção de Ricardo Cravo Albim, ex-diretor do Museu da Imagem e do Som-RJ e produtor de programas da rádio Mec e Nacional, reuniu 19 músicas que têm, por tema, o vil metal, em suas interpretações sonoras segundo os nossos compositores. Assim, com arranjos de Altamiro Carrilho, nas faixas do LP de circulação restrita (apenas 5 mil exemplares) apareceu Jackson do Pandeiro, interpretando Dezessete e Setecentos (Luiz Gonzaga/Miguel Lima).

Ainda em 1972 – – Esse ano marco definitivamente o reencontro com o caminho do reconhecimento: das entrevistas, dos programas de rádio e TV, dos shows e projetos especiais. Músicos que o acompanharam como Dominguinhos e Severo dizem que ele era um grande “sanfoneiro de boca”, o que significa que apesar de não saber tocar o instrumento ele fazia com a boca tudo aquilo que queria que o sanfoneiro executasse no instrumento.

1973 – Adere à Cultura Racional, chegando a gravar várias músicas alusivas a esta crença: Mundo de Paz e Amor (Zito de Souza/Alexandre Alves), Acorda Meu Povo (João Cruz), Alegria Minha Gente (João Lemos).

1977 Lança, pela Alvorada/Chantecler, o LP Um Nordestino Alegre, com destaque para História de Lampião (Severino Ramos / Jackson do Pandeiro), Quem Vê Cara Não Vê Coração (Zé Catraca / Joaquim Lira), Alô Campina Grande (Severino Ramos), Rainha de Tamba (Zé do Norte) e Sete Meninas (Toinho / Dominguinhos).

Em 1978, desilude-se e abandona a seita. – Participa do LP Forroriando de Abdias e sua Sanfona de Oito Baixos, pela CBS, cantando Forró do Regatão (Araponga do Rojão/Antônio Bispo), “Saudade do meu xodó” e Tola (Elino Julião). Para esse disco, compõe Pastora Bela (Jackson do Pandeiro). Nesse LP, Jackson participa do ritmo em todas as músicas.

É contratado pela Alvorada/Chantecler e grava o LP “Nossas Raízes” (que só será lançado em 1974), sobressaindo-se Vou de Tutano (J. Cavalcanti / Jackson do Pandeiro), Mundo de Paz e Amor (Zito de Souza / Alexandre Alves), Coração Bateu (Ivo Marins / Jackson do Pandeiro), Forrobodó (Joca de Castro / Carim Mussi), O Rei Pelé (Jackson do Pandeiro / Sebastião Batista), O Samba e o Pandeiro (Jackson do Pandeiro / Ivo Marins) e Minha Zabelê (Adpt. Gervásio Horta).

1974 – Chico Buarque grava Lágrima (José Garcia – Sebastião Nunes – José Gome Filho) em seu disco Sinal Fechado, pela Phonogram.


1975 – Lança a Tuba da Muié, no qual há interpretações de Marluce, Severo e Chico Mota. Jackson interpreta Roubei a Moça (José Gomes Filho), O Retirante (Rui de Moraes e Silva), Vamos pra Roça (José Gomes Filho e Anastácio Silva), A Tuba da Muié (Zito de Souza) e Vitalina (José Gomes Filho e Anastácio Silva). As músicas que não são interpretadas por Jackson tem o acompanhamento do seu conjunto.

Na série de discos “MPB 100 – Um século de Música Popular Brasileira”, editada pela Rádio MEC e com roteiro do jornalista Ricardo Cravo Albin, teve os LPs cinco e seis em homenagem à sua obra.

1978 – Participa, ao lado de Alceu Valença, do Projeto Pixinguinha, percorrendo Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília.

Apresenta-se com Carmélia Alves no Projeto Seis e Meia.

11/abril/1978 – integra show com Fagner, Moraes Moreira e Zé Ramalho, sob a direção de Capinan e Abel Silva, no Teatro João Caetano. – Compõe, com Kaká do Asfalto, No Som da Sanfona e a entrega para Elba Ramalho gravar.

1979 – Participa da gravação do primeiro LP de Elba Ramalho (Ave de Prata), como instrumentista.

Compõe Xodó no Forró, homenageando Dominguinhos. – Participa do Projeto Asas da América, gravando Sou Eu Teu Amor (Alceu Valença/Carlos Fernando), em dueto com Gilberto Gil. Esse projeto sistematiza modernamente o frevo, não apenas na roupagem como também nos arranjos e orquestrações. Seu idealizador foi o caruaruense Carlos Fernando.

1980 – Participa, fazendo dupla com Anastácia do Projeto Pixiguinha e dá os primeiros sinais de fraqueza em sua saúde.

 

Cátia de França é a última artista da nova geração a dividir palco com Jackson.

Lança pela Sinter/Polygram LP “São Autêntico de Jackson do Pandeiro”, com destaque para São João na Roça (Antonio Barros/Jackson do Pandeiro), Acenderam a Fogueira (Maruim/Jackson do Pandeiro) e Véspera e Dia de São João (Jackson do Pandeiro/Maruim).

Ele ficou internado na Casa de Saúde Santa Lúcia. Foi enterrado em 11 de julho de 1982 no Cemitério do Cajú na cidade do Rio de Janeiro com a presença de músicos e compositores populares, sem a presença de nenhum medalhão da MPB.

JACKSON do PANDEIRO | Chiclete com Banana

JACKSON DO PANDEIRO – SEBASTIANA

Jackson do Pandeiro interpreta Forró em Limoeiro

Dominguinhos e Jackson do Pandeiro

Jackson do Pandeiro, Gilberto Gil e João Bosco

FORRO EM CARUARU e XOTE EM COPACABANA

 

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