O filme “O Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola, baseado em um romance de Mario Puzo de mesmo nome e com adaptação para o cinema do próprio Puzzo e de Coppola, estreiou nos cinemas há 48 anos, no ano de 1972 , Ele é considerado um dos melhores filmes de todos os tempos.

CURIOSIDADES SOBRE O FILME “O PODEROSO CHEFÃO

POR EDSON CASTRO

26 Curiosidades sobre o Poderoso Chefão (que você não sabia) Poderoso Chefão não é apenas um filme: É uma religião. Poucas são as listas de melhores filmes de Hollywood que não figuram a saga da família Corleone. O filme é tão poderoso, que muitos caras até mentem, dizendo ter o visto só para não pegar mal com a galera. Da história provavelmente vocÊ sabe tudo, mas será que você tá ligado no que rolou nos bastidores da produção? Separamos curiosidades sobre o Poderoso Chefão que você provavelmente não sabia. Saca só:

► Antes de Coppola, a direção de “O Poderoso Chefão” foi oferecida a Sergio Leone, responsável por clássicos de Western como “Três Homens em Conflito” e “Era u’ma Vez no Oeste”. O cara se recusou por achar que a história que glorificava demais a máfia. Mais tarde, Leone se arrependeu de não tê-lo dirigido e acabou fazendo seu próprio filme do gênero: “Era Uma Vez na América”. PUBLICIDADE

► Coppola fazia questão que Marlon Brando interpretasse Don Vito, porém os executivos da Paramount não queriam o ator por causa de sua fama de causar problemas no set. Entre os cogitados para o papel estavam Laurence Olivier, Orson Welles, Anthony Quinne e Burt Lancaster, mas Coppola conseguiu convence-los após gravar um víde com Brando transformado no personagem.

► Como previsto pelo estúdio, Marlon Brando causou problemas no set e simplesmente não decorou a maioria de suas falas do filme. Para resolver o problema, ele espalhou cartões por todo o estúdio com o texto que deveria interpretar. Chegou até a colar cartazes com suas falas na roupas de outros personagens que atuavam de costas para as câmeras.

 ► Outro papel disputado desde o começo foi o de Michael Corleone que foi oferecido a Warren Beatty, Jack Nicholson e Dustin Hoffman, mas todos recusaram. O estúdio não queria Al Pacino, já que ele só tinha experiência no teatro. Centenas de candidatos foram testados para o papel, mas Coppola conseguiu vencer os produtores no cansaço. O papel ficou para Pacino.

► Coincidência da vida: Os avós maternos de Al Pacino emigraram da cidade de Corleone, na Sicília, para os Estados Unidos, assim como Don Vito.

► Entres os atores que foram testados para o papel de Michael estavam Martin Sheen, Robert Redford, James Caan – que ficou com o papel de Sonny Corleone, e Robert de Niro, indicação de Martin Scorsese  e que acabou ficando com o papel de Don Corleone em “Poderoso Chefão – Parte II”.

 ►  Marlon Brando e Robert De Niro são os únicos atores a ganhar o Oscars por fazer o mesmo personagem: Vito Corleone. Brando ganhou Melhor Ator por “O Poderoso Chefão”, em 1973, e De Niro ganhou Melhor Ator Coadjuvante por “O Poderoso Chefão II”, em 1975.

 ► Brando não tinha a fama de causador de encrenca a toa. Quando ganhou o Oscar por sua interpretação como Don Vito Corleone, se recusou a receber a estatueta em protesto contra a discriminação aos índios americanos feita pelo governo e por Hollywood. Em seu lugar, mandou uma atriz que se fez passar por uma índia-americana. Você pode ver o vídeo aqui.

► A princípio, Coppola não queria dirigir o filme, porque achava a obra comercial demais. Porém, sua produtora Zoetrope, feita em sociedade com o diretor George Lucas, tinha uma dívida de US$ 400 mil dólares à Warner Bros por conta do fracasso do filme”THX 1138″, primeiro longa de Lucas. No final, Francis Ford só aceito entrar para a produção para pagar as contas.

 ► Mario Puzo, autor do livro O Poderoso Chefão, foi convidado para fazer o roteiro dos três filmes junto com Francis Ford Coppola. Os dois ganharam Oscar pelos primeiros dois filmes.

► Apesar da dupla no roteiro, uma das cenas mais importantes do filme não foi escrita por eles. A passagem com a conversa Vito e Michael Corleone, pouco antes do filho assumir de vez o papel do pai no controle da família, foi escrita por Robert Towne, autor de clássicos do cinema como “Chinatown”, “Operação Yakuza” e “Missão: Impossível”.

► A palavra mafia não é dita sequer uma vez no filme inteiro. O motivo? O longa foi feito com ajuda de membros Sociedade Civil do Direitos dos Italo-Americanos, que pediram que tanto a palavra Mafia e Cosa Nostra não fossem usadas.

► Sofia Coppola, filha de Francis Ford, que viria a interpretar Mary Corleone na última parte da trilogia, também aparece no primeiro filme. Ela era o bebê de Connie e Carlo, Michael Rizzi, que é batizado por Michael Corleone.

► Marlon Brando queria que o rosto de Don Corleone se parecesse com o de um bulldog. Para os primeiros testes de cena, encheu a boca com algodão. Para as gravações, utilizou próteses feitas por um dentista e que hoje estão em exposição no Museu Americano da Imagem em Movimento, em Nova York.

► O gato que Marlon Brando segura em sua primeira cena do filme, foi encontrado pelo ator no galpão da Paramount e não estava previsto no roteiro. Coppola gostou da ideia, porém o ronronar do bichano acabou interferindo em algumas falas de Brando. As frases tiveram que ser regravadas depois.

► Sylvester Stallone chegou a fazer testes para interpretar os personagens Paulie Gatto e Carlo Rizzi, mas não foi aprovado.

► Alguns atores como Brando, Pacino, Caan, eDuval se prepararam para o filme encontrando mafiosos de verdade. Entre um dos poucos criminosos que tiveram seu nome revelado está Carmine “The Snake” Persico.

 ►A voz rouca de Don Corleone é inspirada no mafioso Frank Costello, um dos gângsters mais poderosos da história dos EUA. O ator viu o bandido dando depoimento ao Congresso Americano na década de 50 e resolveu imitá-lo.

► A presença de laranjas em qualquer cena de qualquer um dos três filmes da trilogia significa que ou alguém vai morrer em cena ou que algo de ruim vai acontecer com ela em breve.

► Nos ensaios para a cena com a cabeça de cavalo, uma cabeça falsa foi usada. Porém, nas gravações reais, a produção conseguiu uma cabeça de verdade. O susto do ator John Marley ao encontra-la foi genuíno.

 ►  O ator que faz Luca Brasi, Lenny Montana, estava tão nervoso por contracenar com Marlon Brando que errou parte de sua fala. A cena em que ele treina o que vai falar para o Don Corleone é na verdade uma preparação que ele fazia antes da cena e que Coppola conseguiu registrar com a câmera.

 ► Apesar de ter sido indicado, Al Pacino boicotou a cerimônia do Oscar. O ator ficou nervoso por ter sido indicado a categoria de Melhor Ator Coadjuvante, já que seu personagem tinha mais tempo de tela que o de Marlon Brando.

► No primeiro filme da trilogia “O Poderoso Chefão”, há 18 mortes (incluindo o cavalo).

►  Durante as filmagens da cena em que Sonny bate em Carlo, James Caan quebrou duas costelas de Gianni Russo.

► A produção do filme foi tão atribulada que Coppola tinha certeza que ele seria um fracasso. Para não receber as críticas negativas pessoalmente, viajou com a família para Paris. Quando o filme se tornou um sucesso, seus amigos ligaram para ele voltar para os EUA.

 ► Depois do sucesso de “O Poderoso Chefão”, o estúdio queria que Coppola escrevesse e dirigisse a continuação. Novamente, o diretor não quis se envolver e sugeriu Martin Scorsese para a direção. Para convencer o cara, a Paramount lhe pagou US$ 1 milhão de dólares.

SINOPSE E DETALHES

Don Vito Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma “família” de Nova York que está feliz, pois Connie (Talia Shire), sua filha, se casou com Carlo (Gianni Russo). Porém, durante a festa, Bonasera (Salvatore Corsitto) é visto no escritório de Don Corleone pedindo “justiça”, vingança na verdade contra membros de uma quadrilha, que espancaram barbaramente sua filha por ela ter se recusado a fazer sexo para preservar a honra. Vito discute, mas os argumentos de Bonasera o sensibilizam e ele promete que os homens, que maltrataram a filha de Bonasera não serão mortos, pois ela também não foi, mas serão severamente castigados. Vito porém deixa claro que ele pode chamar Bonasera algum dia para devolver o “favor”. Do lado de fora, no meio da festa, está o terceiro filho de Vito, Michael (Al Pacino), um capitão da marinha muito decorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial. Universitário educado, sensível e perceptivo, ele quase não é notado pela maioria dos presentes, com exceção de uma namorada da faculdade, Kay Adams (Diane Keaton), que não tem descendência italiana mas que ele ama. Em contrapartida há alguém que é bem notado, Johnny Fontane (Al Martino), um cantor de baladas românticas que provoca gritos entre as jovens que beiram a histeria. Don Corleone já o tinha ajudado, quando Johnny ainda estava em começo de carreira e estava preso por um contrato com o líder de uma grande banda, mas a carreira de Johnny deslanchou e ele queria fazer uma carreira solo. Por ser seu padrinho Vito foi procurar o líder da banda e ofereceu 10 mil dólares para deixar Johnny sair, mas teve o pedido recusado. Assim, no dia seguinte Vito voltou acompanhado por Luca Brasi (Lenny Montana), um capanga, e após uma hora ele assinou a liberação por apenas mil dólares, mas havia um detalhe: nas “negociações” Luca colocou uma arma na cabeça do líder da banda. Agora, no meio da alegria da festa, Johnny quer falar algo sério com Vito, pois precisa conseguir o principal papel em um filme para levantar sua carreira, mas o chefe do estúdio, Jack Woltz (John Marley), nem pensa em contratá-lo. Nervoso, Johnny começa a chorar e Vito, irritado, o esbofeteia, mas promete que ele conseguirá o almejado papel. Enquanto a festa continua acontecendo, Don Corleone comunica a Tom Hagen (Robert Duvall), seu filho adotivo que atua como conselheiro, que Carlo terá um emprego mas nada muito importante, e que os “negócios” não devem ser discutidos na sua frente. Os verdadeiros problemas começam para Vito quando Sollozzo (Al Lettieri), um gângster que tem apoio de uma família rival, encabeçada por Phillip Tattaglia (Victor Rendina) e seu filho Bruno (Tony Giorgio). Sollozzo, em uma reunião com Vito, Sonny e outros, conta para a família que ele pretende estabelecer um grande esquema de vendas de narcóticos em Nova York, mas exige permissão e proteção política de Vito para agir. Don Corleone odeia esta idéia, pois está satisfeito em operar com jogo, mulheres e proteção, mas isto será apenas a ponta do iceberg de uma mortal luta entre as “famílias”.

 

O PODEROSO CHEFÃO
Título original
The Godfather
Distribuidor PARAMOUNT PICTURES
24 de março de 1972 / 2h 55min / PolicialDrama
Direção: Francis Ford Coppola
Elenco: Marlon BrandoAl PacinoJames Caan, etc.
Nacionalidade EUA

 

 

 

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