Sempre colocaremos vídeo, e contaremos  história  de nossos cantores  maravilhosos da MPB, mostrando seus trabalhos.

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Edu Lobo

Data de nascimento de Edu Lobo: 29-08-1943 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)

Eduardo de Góes Lobo (Rio de Janeiro, RJ, 1943). Compositor, instrumentista, arranjador, cantor. É criado no Rio de Janeiro e no Recife, onde sempre passa as férias escolares na casa dos tios. Filho do compositor Fernando Lobo (1915-1996), é pai do também compositor e cantor Bena Lobo (1972). Estuda inicialmente acordeom e depois se interessa pelo violão. Apresenta-se em boates em 1961, tendo como parceiros Dori Caymmi e Marcos Valle. Conhece, em 1962, o poeta Vinicius de Moraes (1913-1980) e juntos compõem o samba Só me Fez Bem.

Cursa até o 3º ano de direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), quando resolve se dedicar exclusivamente à música. Elabora canções de crítica social, aproximando-se de Sérgio Ricardo, João do Valle, Carlos Lyra e Ruy Guerra. Em 1963, escreve trilhas musicais para peças de teatro, como Os Azeredo Mais os Benevides, de Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974), proibida pela censura. A música mais famosa da peça, Chegança, é gravada por Elis Regina (1945-1982). Outra música de sucesso, Borandá, que compõe o musical Opinião, é cantada por Nara Leão e posteriormente por Maria Bethânia. Já a música Zambi (com Vinicius de Moraes) serve de inspiração para Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006) escrever Arena Conta Zumbi, que estreia no Teatro Arena em 1965, com trilha sonora de matizes bossa-novistas. Upa Neguinho, canção que faz parte da peça, alcança sucesso nacional na voz de Elis Regina.

Edu Lobo participa de festivais e vence, em 1965, com letra de Vinicius de Moraes, o 1º Festival Nacional de Música Popular Brasileira, na TV Excelsior, com Arrastão, interpretada por Elis Regina, que traz uma inovação ao se apresentar com coreografia criada por Lennie Dale (1934-1994). Concorre em outros festivais e, em 1967, vence o 3º Festival da Música Popular Brasileira, na Record, com Ponteio, em parceria com José Carlos Capinan (1941). Edu Lobo, a cantora Marília Medalha (1944) e os grupos vocais Momentoquatro e Quarteto Novo interpretam a canção. E também compõe a trilha sonora da peça Marta Saré, de Guarnieri, tendo como ator principal Fernando Monteiro.

Casa-se em 1969 com a cantora Wanda Sá (1944) e mora em Los Angeles, Estados Unidos, durante dois anos. É nesse momento que estuda música de forma organizada com o norte-americano Albert Harris (1916-2005). Volta ao Brasil em 1971 e troca o palco e a linha de frente dos festivais por um trabalho de bastidor, principalmente fazendo trilhas, orquestrações e arranjos para cinema, balé, teatro e televisão. Entre 1974 e 1975, é responsável pela trilha musical de 12 programas da série Casos Especiais, da Rede Globo. Escreve para o balé Jogos de Dança, do Teatro Guaíra, de Curitiba, em 1980. Em 1982, compõe O Grande Circo Místico, com Chico Buarque (1944). Elabora as trilhas dos filmes O Cavalinho Azul, de Eduardo Escorel, e Imagens do Inconsciente, de Leon Hirszman, ambos de 1984; A Guerra dos Canudos, de Sérgio Rezende, em 1997; O Xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr., em 1999. Novamente com Chico Buarque, em 2001, compõe músicas para o espetáculo Cambaio, de Adriana Falcão (1960), dirigido por João Falcão (1958). Lança o DVD Vento Bravo, em 2007, um documentário sobre sua trajetória artística e o registro do show realizado no espaço Mistura Fina, no Rio de Janeiro, em 2005. Lança o CD Tantas Marés, em 2010.

Comentário Crítico
Edu Lobo faz parte do grupo de compositores da chamada segunda geração da bossa nova. O encontro com o poeta Vinicius de Moraes, em 1961, é fundamental para o desenvolvimento de sua carreira profissional. Possibilita o acesso a compositores como Tom Jobim (1927-1994), Carlos Lyra (1939) e Baden Powel (1937-2000), parceiros principais do poeta, além de outros compositores da bossa nova. Também dialoga com a obra dos compositores Sérgio Ricardo (1932), João do Vale (1934 – 1996) e do cineasta moçambicano Ruy Guerra (1931) e utiliza em suas composições uma temática mais social e motivos da cultura popular.

EDU LOBO PRA DIZER ADEUS

Chico Buarque e Edu Lobo / Valsa Brasileira

Edu Lobo – Beatriz

1967 – Marilia Medalha e Edu Lobo – Ponteio

Edu Lobo – Canção do amanhecer

 

 

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