NOEL ROSA

Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1910 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1937). Compositor, violonista, intérprete. Filho de Manuel de Medeiros Rosa e Marta de Azevedo, nasce em 11 de dezembro de 1910. O parto difícil exige o uso de fórceps, fato que lhe provoca problemas permanentes no maxilar. Cresce em Vila Isabel, bairro carioca de classe média. É alfabetizado pela mãe, professora, com quem também aprende a tocar bandolim e, com o pai, violão. Ingressa na escola regular e se forma em 1928. Em 1931 entra na faculdade de medicina, mas abandona o curso no ano seguinte, pois é incompatível com a carreira artística em evolução.

Bando de Tangarás(Noel Rosa,Almirante e Braguinha)-Vamos Fallá do Norte

A única imagem do Noel Rosa em movimento. Almirante é quem está cantando.João de Barro , o Braguinha é o que está sentado.

A vida artística começa no conjunto amador Flor do Tempo, que se transforma em Bando dos Tangarás (1929), formado, entre outros, por João de Barro e Almirante, seu primeiro biógrafo. Para o conjunto, compõe e grava. Ao mesmo tempo começa a frequentar com assiduidade a boêmia de Vila Isabel e da Lapa. Em 1930 inicia a carreira individual com a gravação e o sucesso de Com que Roupa?. No ano seguinte começa a compor de maneira sistemática e em quantidade, como as canções Cordiais Saudações, Quem Dá Mais? e Gago Apaixonado, sendo que algumas delas acabam utilizadas no teatro musicado.

O relativo sucesso individual e com o conjunto colaboram para a assinatura de contratos com algumas emissoras de rádio. Em 1932 é contratado pela Rádio Philips como contrarregra no programa do Casé, apresentando-se também como cantor. A partir desse momento seu universo profissional e artístico se expande, revelando-se nas várias parcerias (Lamartine Babo, Ismael Silva, Orestes Barbosa, Francisco Alves) e nas excursões por São Paulo e sul do Brasil. Nesse contexto conhece Vadico, com quem estabelece marcante parceria, iniciada com Feitio de Oração (1933) seguida por Pra que Mentir (1934), Feitiço da Vila (1934) e Conversa de Botequim (1935). O ano de 1933 dá início a um período criativo e produtivo, com dezenas de canções gravadas por ele e outros intérpretes, tais como Positivismo (com Orestes Barbosa), O Orvalho Vem Caindo, Três Apitos, Não Tem Tradução, Filosofia (com André Filho), entre outras. É nesse ano também que ocorre a conhecida polêmica com o compositor Wilson Batista que redunda em canções como Rapaz Folgado (1933), Feitiço da Vila, Palpite Infeliz (1935).

Uma fase repleta de problemas se inicia em 1934. Apesar da reconhecida paixão por Ceci, nesse ano casa-se com Lindaura, grávida, que perde a criança. Mesmo apresentando sintomas de tuberculose e casado, continua no mesmo ritmo de boêmia e de trabalho, gravando e compondo bastante para o rádio e teatro musicado. No ano seguinte é obrigado a viajar para Belo Horizonte com o objetivo de curar a doença. Enfraquecido, em 1936, faz poucas músicas, entre elas Você Vai se Quiser Xis do Problema. Mesmo com o agravamento da doença, em 1937 ele compõe Pra que Mentir e O Último Desejo. No início desse ano viaja novamente em tratamento para as cidades fluminenses de Nova Friburgo e depois Barra do Piraí, onde passa mal. É obrigado a retornar com urgência para a capital e morre no dia 4 de maio de 1937.


Em 2007, como Secretário Municipal de Cultura de Volta Redonda resolvi fazer um grande show para homenagear os 70 anos da sua morte. O show com o nome: “NOEL ROSA, 70 ANOS DE SAUDADES”. Foi um grande sucesso! Tivemos a felicidade de reunir uma grande qualidade de cantores e músicos de Volta Redonda
e fizemos um maravilhoso e emocionante show, reproduzido em vários locais da cidade e gravado no Teatro Gacemss.
Estamos apresentando esse vídeo no nosso blog. Espero que vocês gostem e divulguem à vontade, pois a nossa intenção sempre foi e será divulgar esse artista maravilhoso que nos contemplou, em pouco tempo de vida , com mais de 229 composições. Bom show! Viva a nossa música popular brasileira.

MÚSICOS

Ailton(Percussão)

Armando Bandeira (sopro)

Guerra (violão)

Luiz Miranda (bandolim)

Júlio (flauta)

Miguel (cavaquinho)

Paulinho (violão 7 cordas

Pessoa (pandeiro)

José Reis (acordeon)

Rodrigo Guerra (caixa)

CANTORES

Delair

Fernando

Manoel

Melissa Guerra

Sandra

Soninha Renna

Tatiana

Tilinha

 

 

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