Sergio Garloppa – Produtor Artístico Cultural – Carioca, torcedor do Bangu, atualmente  Morador de Volta Redonda -RJ. Trabalhou e produziu show de diversos artistas da MPB entre eles  Baby do Brasil, Novos Baianos, Moraes Moreira, Elimar Santos, Paulinho Moska, Ivan Lins, Maria Gadu, Zeca Baleiro, Gonzaguinha, Vando, Charlie Brow Junior, Cazuza, e Luiz Melodia. Participou como produtor em 03 Rock in Rio e diversos shows internacionais.

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PAPO DE SOM

 

Banda Black Rio

A Banda Black Rio era um ato necessário para complementar a interessante releitura brasileira do soul e do funk, que começou com Tim Maia alguns anos antes. Oberdan Magalhães (sax) e Barrosinho (trompete) já integravam o grupo Abolição, que tocava acompanhando o pianista Dom Salvador, até que ele (Salvador) resolveu partir para os Estados Unidos.

Percebendo a potência instrumental do grupo, Oberdan e Barrosinho criaram experimentações da música americana com a brasilidade do samba e da gafieira, até que criaram a (BBR)Banda Black Rio é um grupo carioca formado pelo saxofonista Oberdan Magalhães pelo trompetista José Carlos Barroso (Barrosinho) juntamente com o guitarrista Claudio Stevenson, Luiz Carlos Batera .o baixista Jamil Joanes, Lucio Trombone e o tecladista Cristóvão Bastos e gravaram, no ano seguinte, seu primeiro álbum, Maria Fumaça com repertório fundamentado na música funk misturada com samba, jazz e ritmos brasileiros
Boa parte do sucesso, naquele momento, pode ser atribuído à faixa, que serviu como tema de abertura da novela Locomotivas, escrita por Cassiano Gabus Mendes (e considerada a primeira novela em cores).
Os temas instrumentais chamam a dança, seja no groove contido ou na balada melódica que evoca o clima da bossa nova com um gingado que poderia ambientar os clássicos mais melosos de um Tim Maia sentimental.
A maior contribuição da BANDA BLACK RIO é dar novas visibilidade à música instrumental. Ritmos negros repletos de groove, como funk, jazz de big bands, samba, gafieira, soul e baião se mesclam com a intensa naturalidade de se tornarem algo único e, por si só, representativo na música como um todo. A Banda Black Rio criou uma forma de composição que deu outro panorama à black music.
A Black Rio é uma banda com a cara do Brasil. Mas é notada que referências de fora tiveram o mesmo peso na construção da identidade musical A do James Brow fundamentalmente, e outras influências do início da década de 80 como: Earth Wind And Fire, Sly And Family Stones, Funkadelic entre outros. Porém, a banda tinha influências dos músicos daqui do Brasil também, como: Eumir Deodadto, Moaçir Santos, Maestro Cipó, Don Salvador, Raul de Souza, Tincuãs, Erlon Chaves entre outros. Tudo se fundia produzindo uma sonoridade antropofágica
A faixa que melhor representa esse mix de estilos sem dúvida é Maria Fumaça, tem um arranjo que definiu a cara da banda no Brasil e posteriormente para o mundo.

A criação de uma linguagem antropofágica que fundiu o funk americano da década de setenta com o samba e outros ritmos brasileiros, produzindo assim uma sonoridade única, totalmente nova no cenário mundial e chamando muito mais a atenção no mercado internacional como: Inglaterra, Alemanha, França, USA e Japão. Várias bandas internacionais tentaram copiar a BBR, mas como existia uma vivência muito grande dos músicos em relação a nossa música, seria impossível reproduzir o lado brasileiro que existia na primeira formação, como o samba… só morando no Rio de Janeiro, a Banda Black Rio desenvolveu a soul music instrumental brasileira e acabou virando objeto de culto nas pistas de dança da Europa e Japao em meados da década de 1980 ate o presente.
A Banda gravou cinco discos, que tiveram grande aceitação da crítica internacional. Além de composições próprias, a Banda Black Rio gravou suas versões para canções como “Na Baixa do Sapateiro” (Ary Barroso), “Casa Forte” (Edu Lobo), etc.

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