Vamos mostrar aqui vídeos e histórias dos nossos maravilhosos sambistas.

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Ismael Silva

Foi na praia de Jurujuba, em Niterói/RJ, que nasceu Ismael da Silva, em 14 de setembro de 1905.

Seu pai, Benjamim da Silva, era cozinheiro, segundo alguns autores, operário, segundo outros.

Aos três anos, Ismael ficou órfão e na companhia da mãe Emília, que era lavadeira, transferiu-se para o Rio de Janeiro, tendo como primeiro endereço – uma espécie de premonição – o bairro do Estácio de Sá.

Mudou-se algumas vezes para outros bairros, mas aos 17 anos estava definitivamente de volta ao Estácio. Trazia na bagagem seu primeiro samba, Já desisti, composto aos 15 anos.

Começa a freqüentar as rodas de malandragem, convivendo com sambistas como Mano Edgar, Brancura, Mano Rubens, Nílton Bastos e outros.

Gostava de ir aos encontros de sambistas no Café Apolo, solidificando amizades que seriam de grande valia no aprendizado.

A mesma coisa acontecia em suas idas habituais ao samba dos morros da Mangueira e do Salgueiro.

Em 1925, teve seu primeiro samba gravado, o Me faz carinhos, quando foi registrada apenas a melodia, por um pianista conhecido como Cebola.

O prestigio de Ismael como compositor começa a ser comentado e, em 1927, quando se restabelecia de uma enfermidade no hospital da Gamboa, recebe a visita do compositor Bide.

Bide trazia uma proposta do cantor Francisco Alves, que pretendia comprar um Samba de Ismael.

Da transação resultou a gravação de Me faz carinhos em disco Odeon, aparecendo apenas o nome de Chico como autor.

Em seguida, Francisco Alves repetiu a compra, com Amor de malandro, e o sucesso dos dois discos provocou um contrato (que incluía a parceria de Nilton Bastos), pelo qual Ismael se comprometeu a dar exclusividade de sua produção ao cantor.

Esse contrato foi rompido depois, mas do acerto surgiram sambas de sucesso. Nem é bom falar e Não há podem ser apontados como exemplos, além do grande êxito Se você jurar, de 1931, cantado em dupla por Francisco Alves e Mário Reis.

Ismael já estava integrado no ambiente do samba, conhecia seus meandros e sabia como se movimentar na área.

Em 1931 Nilton Bastos morreu vítima de tuberculose e Mano Edgar foi assassinado em uma roda de jogo.

Procurando outros lugares para viver, Ismael se mudou para a rua Visconde do Rio Branco e iniciou parceria com Noel Rosa.

O primeiro samba da dupla, Para me livrar do mal, foi gravado por Francisco Alves, em 1932, e na esteira dele Mário Reis registra Uma jura que fiz.

Com Noel, Ismael Silva fez ainda Adeus, Ando cismado e A razão dá-se a quem tem.

Como intérprete, Ismael gravou em 1932 Escola de malandro, cantando com Noel Rosa, quando se afastou do meio artístico por largo período.

Voltou em 1950 com o samba Antonico, e se firmou, aparecendo no show O Samba Nasce no Coração, da boate Casablanca, no Rio. Em 1960, foi eleito Cidadão Samba.

Após novo período afastado, ressurgiu no restaurante Zicartola, em 1964. Fez, em 1965, com Araci de Almeida, no Teatro Opinião, o musical O Samba Pede Passagem, gravado ao vivo.

Sua última aparição no palco foi em 1973, no espetáculo Se você Jurar, estreado no Teatro Paiol de Curitiba.

Faleceu em 14 de março de 1978, aos 72 anos de idade. Seu corpo foi velado no Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro, e sepultado no Cemitério do Catumbi.

Ismael Silva fala sobre o Samba (1977)

Ismael Silva – Antonico

Ismael Silva ” Todo mundo quer ” + ” Arrependido ” – MPB Especial 1972

NOVO AMOR Ismael Silva

Vozes do Samba | Se Você Jurar – João Cavalcanti

 

 

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